Universidade Rural desenvolve livro digital para deficientes

Veja Rio - 26/06/2017 |

A adaptação de livros didáticos tradicionais para estudantes cegos, surdos, com deficiência intelectual e autismo vem sendo desenvolvida pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) a partir de um projeto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da organização não governamental (ONG) Movimento Down, iniciada em 2014. O livro vem sendo desenvolvido no Brasil por pesquisadores do Observatório de Educação Especial e Inclusão Escolar (ObEE) da UFRRJ.

A universidade conta com uma equipe interdisciplinar, formada por pesquisadores de diferentes instituições do estado, como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Colégio Pedro II, a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), envolvendo as áreas de educação e tecnológica. “Estamos com o protocolo pronto. e já em fase de compra de materiais. O dinheiro foi liberado só agora. Estamos adquirindo os tablets, informou hoje (19) à Agência Brasil a coordenadora do grupo de pesquisa do departamento, Márcia Pletsch.

O observatório está formando, 200 professores de educação especial nas redes de ensino de oito municípios da Baixada Fluminense (Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Mesquita, Japeri, Queimados e São João de Meriti). Eles participam do curso de extensão Ensino e Aprendizagem para Estudantes com Deficiência: Estratégias Curriculares e Recursos Tecnológicos, iniciado em fevereiro, que aborda tecnologia, desenho universal, acessibilidade, inclusão, desenvolvimento humano.

Em campo

O livro didático digital vem sendo desenvolvido na perspectiva da metodologia do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA). A ideia é começar a aplicação do projeto-piloto em agosto. Alguns dos professores serão selecionados para turmas de alunos cegos, surdos, com autismo e deficiência intelectual. “Temos que ir para as escolas, no contexto real das salas de aula, para validar o protocolo”, disse Márcia.

Escolas de 16 municípios que já haviam estabelecido parceria anterior em projeto sobre deficiência intelectual tiveram prioridade. De acordo com Márcia, serão estudados quatro casos de cada deficiência. Um protocolo ético e metodológico na área de humanas será seguido, incluindo autorização das famíliaspara filmagens.

A equipe de pesquisadores da UFRRJ e da Uerj vai atuar junto aos professores, acompanhando a aplicação do livro digital nas salas de aulas. Márcia Pletsch lembrou que. para garantir  acessibilidade a todos, o projeto observa especificidades teóricas de linguagem e construção do desenvolvimento cognitivo dos diferentes tipos de deficiência.

O projeto é pioneiro e inédito, “inclusive internacionalmente”, ressaltou a coordenadora. “Se conseguirmos acessibilidade para um livro didático digital na Baixada Fluminense, conseguiremos em qualquer lugar do planeta”. Caso o projeto seja validado, poderá ser replicado em qualquer lugar do mundo. “A proposta é validar o projeto do Unicef e fazer uma devolutiva para o órgão das Nações Unidas”. O Unicef Brasil está acompanhando a aplicação.

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Por que Machado de Assis é o maior escritor brasileiro

Super Interessante - Pâmela Carbonari - 22/06/2017 |

Se você está lendo este post é porque está online, logo deve ter visto na sua página inicial de buscas do Google o doodle feito em homenagem ao 178º aniversário de Machado de Assis. Nas ilustrações do artista brasileiro Pedro Vergani, o precursor do realismo no país aparece cercado por elementos que remetem à sua vida no Rio de Janeiro e às cenas icônicas de suas obras-primas, como as batatas de Quincas Borba e Bentinho e Capitu, de Dom Casmurro.

“Em 1839, Joaquim Maria Machado de Assis nasceu de uma família simples no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro, Brasil. Ele era neto de escravos libertos, em um país onde a escravidão não foi totalmente abolida mesmo 49 anos depois. Machado enfrentou muitos desafios por ser mestiço no século 19, dentre eles acesso limitado à educação formal. Mas nada disso o impediu de estudar literatura. Ao trabalhar como tipógrafo, ele experimentou poemas, romances, romances e peças de teatro. ”, descreveu a empresa na homenagem. O doodle à Machado de Assis foi elogiado nas redes sociais sobretudo por ter representado o autor negro como de fato era e não com a pele clareada como costuma ser retratado.

São muitos os motivos que fazem de Machado o gênio das letras no Brasil. Ao contrário da maioria dos grandes escritores do país, Joaquim Maria Machado de Assis é de origem humilde, era neto de escravos alforriados, cresceu no Morro. Se quase dois séculos depois pessoas negras ainda têm menos acesso à educação, a primeira metade do século XIX estava longe de ser um período de igualdade racial. Machado estudou em escola pública, não frequentou a universidade – o que fez Joaquim virar Machado de Assis foi sua grande ambição intelectual.

Autodidata, ele aprendeu francês quando trabalhou em uma padaria e, posteriormente, enquanto tipógrafo teve contato com poesias, romances e outros tipos de literatura. Aos 16 anos já participava de um grupo de escritores e, na mesma época, publicou seu primeiro poema, Um Anjo.

Depois disso, Machado explorou quase todos os gêneros literários e se a versatilidade impressiona, a quantidade de material produzido também: escreveu nove romances, 200 contos, mais de 600 crônicas, diversas peças teatrais, cinco coletâneas de poemas e sonetos. Sem contar que trabalhou como tipógrafo, revisor, funcionário público e colaborou para revistas e jornais do Rio de Janeiro. O carioca assistiu ao fim do Império e o surgimento da República – e isso não passa despercebido na sua obra. Vale notar os reflexos dessa mudança política tanto em seu trabalho como escritor quanto jornalista.

Assim que completou 40 anos, suas crises de epilepsia pioraram e ele quase perdeu a visão, mas foi nesse período que seus escritos ganharam ainda mais força: Machado foi fundamental para a transição do romantismo para o realismo no país, tendo Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881) como marco inaugural. No entanto, falar de sua obra-prima apenas como um primeiro passo para um movimento literário seria reducionista, para não dizer burro. A começar pela dedicatória provocativa do livro escrito em primeira pessoa por um narrador-defunto: “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas”.

O romance racional em que um morto escracha a decadência da burguesia, seus vícios, mesquinharias e frustrações é o ponto alto de Machado de Assis como Machado de Assis. A partir de Memórias Póstumas, ele se consagrou como um profundo conhecedor da psique humana, explorando as hipocrisias e vaidades de seus personagens em narrativas irônicas onde o pessimismo se veste de bom-humor sem perder a profundidade e a oportunidade de alfinetar a política e a sociedade da época.

Não à toa, esse é seu livro mais reconhecido fora do país. Para a crítica Susan Sontag, Machado é o melhor escritor da América Latina, superando o argentino Borges; o poeta Beat Allen Ginsberg o descreveu como outro Kafka; Philip Roth o comparou ao dramaturgo Samuel Beckett e Harold Bloom foi ainda mais longe dizendo que Machado é o maior escritor negro de todos os tempos.

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Inscrições abertas para a Antologia Encontros Desencontros Hoje

Estão abertas as inscrições para a tradicional antologia de final de ano da Scortecci Editora.

Encontros Desencontros Hoje será lançada em dezembro, no Espaço Scortecci, em Pinheiros, mas as inscrições terminam dia 31 de outubro.

O tema é livre. Serão dois volumes com aproximadamente 75 autores cada. Cada autor poderá participar com um ou mais trabalhos de sua autoria, nos gêneros poesias, contos ou crônicas.

Além da antologia Encontros Desencontros Hoje, dia 12 de agosto será lançada a Antologia Scortecci 35 Anos, edição comemorativa de aniversário. O evento também contará com lançamentos coletivos e recitais.

Para mais informações e como participar da nova antologia, acesse o SITE DA SCORTECCI.

O evento de 35 anos da Scortecci Editora será dia 12 de agosto, no Espaço Scortecci.
Rua Deputado Lacerda Franco, 96
Pinheiros - São Paulo / SP

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Chuva literária: Uma Antologia para autores Nordestinos

Estão abertas as inscrições para a Antologia Chuva Literária, a primeira Antologia da Scortecci Editora voltada exclusivamente para autores nordestinos.

O tema é livre. Dela poderão participar escritores nordestinos residentes ou não na região, maiores de 16 anos. Cada Autor poderá participar com um ou mais trabalhos de sua autoria, nos gêneros poesias, contos ou crônicas.

O lançamento da antologia será durante a Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, de 6 a 15 de outubro de 2017. As inscrições terminam no dia 31 de julho.

Para mais informações e como participar, acesse o SITE DA SCORTECCI.


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110 ANOS - GRUPO EDITORIAL PENSAMENTO, HÁ MAIS DE UM SÉCULO APOSTANDO NO PIONEIRISMO

Criada de forma modesta, em 1907, pelo imigrante português Antônio Olívio Rodrigues, a Editora Pensamento viria a se tornar uma das maiores e mais importantes empresas editoriais do Brasil por seu absoluto pioneirismo. Hoje,ela é um grupo que abriga, além da Editora Pensamento, selo dedicado a espiritualidade e esoterismo, os selos Cultrix, Seoman e Jangada, que somados, contam um catálogo com mais de 1.200 títulos ativos, muitos deles, long-sellers há várias décadas.

Com diversas mudanças e realizações nos últimos anos, a direção do grupo hoje está a cargo de Ricardo Riedel, bisneto de Antônio Olívio. Seu pai, Diaulas Riedel, falecido em 1997, dirigiu esta casa editorial de sucesso por mais de 50 anos, uma das sócias-fundadoras da Câmara Brasileira do Livro, que foi instituída oficialmente em 20 de setembro de 1946 numa assembleia realizada nos escritórios da editora, que na época se localizava no antigo Largo São Paulo, região central da cidade.

Em 1956, Diaulas criou a Editora Cultrix, com o objetivo de editar livros de filosofia, literatura, sociologia, psicologia e linguística. Sob seu comando as duas editoras tiveram um crescimento rápido, o que lhe valeu o Prêmio Jabuti de melhor editor em 1961.

Após 100 anos de atividades dedicadas à disseminação da cultura e espiritualidade em nosso país, nos últimos dez anos seu escopo de publicações foi ampliado– com a aquisição da Editora Seoman em 2009 – para editar obras sobre cultura pop, biografias, livros de filmes, moda e atualidades. Abrindo ainda mais seu leque literário, em 2011 foi criada a Editora Jangada, para lançar obras de ficção comercial, centradas principalmente em ficção fantástica e ficção histórica, além de títulos voltados ao público jovem adulto, juvenil e romances femininos.

Na busca de sempre apostar em novidades e títulos, muitas vezes, não convencionais, o Grupo Editorial Pensamento segue em sua jornada rumo às mudanças, sempre focada no pioneirismo que a fez chegar aos seus 110 anos, onde apenas 4% das empresas em geral chegam. Uma história de sucesso, construída com a dedicação de um sem número de pessoas, que tornaram possível o sonho de Antônio Olívio Rodrigues, um jardineiro que abandonou sua profissão para semear ideias.















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CANON DO BRASIL PARTICIPA DE LANÇAMENTO DE LIVRO PARA CICLISTAS

Fhox |

No último domingo, 18, a Canon do Brasil participou do lançamento do livro “Guia do Ciclismo Urbano”, do jornalista Alex Gomes, da coluna São Paulo na Bike, do jornal O Estado de São Paulo. A Scortecci, editora que imprime e comercializa livros em pequenas tiragens, foi responsável pela ação. Os exemplares foram impressos em equipamentos Canon, que sorteou uma câmera entre os participantes do evento.

“Guia do Ciclismo Urbano” traz informações que auxiliarão o dia a dia dos ciclistas: como escolher a bike mais adequada ao seu perfil, enfrentar o trânsito em grandes cidades, realizar manutenções de rotina em seu meio de transporte e entender como funciona a estrutura cicloviária da cidade, etc. O livro também pode ser apreciado por quem não tem bike, já que apresenta a relação das cidades brasileiras que contam com o serviço de bicicletas compartilhadas e suas regras de uso.

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Sem patrocínio, começa no Rio o 19º Salão do Livro Infantil e Juvenil

Istoé - 21/06/2017 |

Começou hoje (21), exclusivamente para professores, o 19º Salão do Livro Infantil e Juvenil, promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova, região central do Rio de Janeiro. A partir de amanhã (22), o evento estará aberto para escolas e o público em geral.

“O salão está cinco vezes menor; a gente está sem patrocínio”, lamentou, em entrevista à Agência Brasil a secretária-geral da fundação, Beth Serra. Em vez de 12 dias de duração, como aconteceu nas edições anteriores, o Salão 2017 foi reduzido para oito dias, estendendo-se até 28 deste mês. “Mas a gente conseguiu, pelo menos, manter a sequência”.

Em 2018, o Salão do Livro Infantil e Juvenil completará 20 anos de existência. “Eu costumo dizer que 2016 foi o salão da resistência. Este ano, é o salão da perseverança, da teimosia”, sublinhou Beth. Ela acredita, porém, que o Salão voltará ao tamanho anterior, conseguindo novos patrocínios. “Acredito que tem uma luz no fim do túnel para que as coisas sejam diferentes no ano que vem. A gente não perde a esperança”.

Verba para livros

Apoios tradicionais do passado, como da Petrobras; do Departamento do Livro, da Leitura e da Biblioteca, do Ministério da Cultura; e da Secretaria Municipal de Cultura do Rio não tiveram continuidade este ano. O que garantiu a realização do evento foi a manutenção, pela prefeitura carioca, da verba para os professores adquirirem livros no evento, informou Beth Serra.

“Isso já é uma tradição quase do início do salão, criada na gestão do prefeito Cesar Maia, que se mantém ao longo dos anos. Os secretários de Educação mantêm isso, o que motiva os editores a estarem presentes, porque tem a verba garantida para compra dos livros”, explicou. Nesta edição, participam 37 editoras.

Professores de mais de 1.500 escolas vão comprar livros no salão. Beth salientou que isso faz parte do projeto de leitura e de educação do município. A verba dada pela prefeitura soma cerca de R$ 960 mil, à média de R$ 600 por escola, e se destina exclusivamente à aquisição de literatura infantil. Segundo Beth, esses recursos são muito importantes, porque o Programa Nacional da Biblioteca na Escola, do Ministério da Educação, que era fundamental para a formação de leitores jovens, foi interrompido em 2015.

A expectativa é que 5 mil crianças da rede municipal de ensino visitarão o salão, que receberá também estudantes de escolas particulares e de organizações não governamentais (ONGs) que trabalham com leitura e literatura. No espaço ocupado nesta edição do evento cabem 700 pessoas por turno (manhã e tarde).

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Prêmio Sesc de Literatura 2017 anuncia vencedores

O Globo - 19/08/2017 |

RIO - O potiguar José Almeida Junior e o paulistano João Meirelles Filho são os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2017, nas categorias Romance e Conto, respectivamente. Os dois autores concorreram com os livros “Última Hora” e “Poraquê e Outros Contos”, que superaram outras 1.793 obras inscritas, sendo 980 romances e 813 contos.

Desde 2003, o Prêmio Sesc de Literatura escolhe um romance e um livro de contos ainda inéditos, de autores ainda não publicados. os vencedores terão suas obras publicadas pela editora Record, com tiragem inicial de 2 mil exemplares. A avaliação ficou por conta de uma comissão especializada formada pelos escritores e críticos literários Andrea del Fuego, Luis Rufatto, Sidney Rocha e Ronaldo Correa de Brito.

Vencedor da categoria Romance com “Última Hora”, o potiguar José Almeida Júnior, de 34 anos, é natural de Mossoró (RN) e reside em Brasília há 10 anos, onde exerce o cargo de Defensor Público do Distrito Federal. O romance é uma narrativa histórica, que retrata o jornal fundado por Samuel Wainer, sob o ponto de vista de um repórter ficcional torturado no Estado Novo.

Ativista ambiental e empreendedor social, João Meirelles Filho, 57 anos, é o ganhador da categoria Conto com “Poraquê e Outros Contos”. Nasceu em São Paulo e há 13 anos vive em Belém do Pará. Seu livro trata da relação do homem e o desconhecido na Amazônia – seja diante do impacto de mudanças climáticas, seja das encantarias.

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